LUÍS CARLOS LUCIANO
é jornalista , graduado em Letras
e pós-graduado em
Teoria da Literatura
e Literaturas de Língua
Portuguesa pela UFMS.

 
 
 
 
 
 

 

 
LIVROS
EXERCÍCIO DE CIDADANIA

Sendo o Homem um ser “gregário” (conforme aprendíamos antigamente na escola), sua história é feita sempre pelas coletividades, isto é, por seres humanos
em sociedade. Mas as coletividades não são uma simples massa indistinta: elas são, ao contrário, formadas por indivíduos singulares, únicos, distintos.
Desse modo, pode-se dizer que os processos históricos são o resultado das complexas e contraditórias interações entre uma multiplicidade de indivíduos, isto é, são o resultado das confluências, choques e entrechoques das ações de inúmeras pessoas.
Em outras palavras, todos são protagonistas da história; ao mesmo tempo, cada um exerce esse rotagonismo de modo diferente dos demais, em função de diferentes interesses, desejos, crenças, valores,
compromissos, habilidades e possibilidades. Estou aqui lembrando tudo isso apenas para enfatizar
o quanto é bem-vindo este livro que o leitor tem agora nas mãos. O livro de Luís Carlos Luciano trata, de fato, de um indivíduo que não apenas fez
sempre questão de exercer seu protagonismo, com todas as suas forças, como também não se furta a
expor suas ações e opiniões à apreciação e julgamento de seus semelhantes.

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O FENÔMENO DIÁRIO MS

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Em um início de noite, no fechamento de um dos cadernos, o editor Alfredo Barbara Neto me chamou para uma conversa em sua sala. Foi curto e grosso: “Você topa escrever um livro sobre os dez anos do Diário MS?”. Surpreso com a proposta, ponderei se ele imaginava o tamanho de uma empreita desse nível. Respondeu que sim.

Argumentou que a intenção era marcar o aniversário em grande estilo e além das festas, das reportagens especiais, desejava um livro inédito sobre a história do jornal, para ser distribuído entre os assinantes.

Hesitei por alguns segundos, era uma responsabilidade muito grande, havia pouco tempo hábil para a pesquisa e, além disso, não poderia me dedicar exclusivamente a esse trabalho porque ele quis que eu continuasse escrevendo o editorial e editando a página de Opinião. Ficaria desobrigado apenas com o Caderno Esporte.

No entanto, seria uma experiência nova, um desafio. Topei a tarefa, no final de abril de 2003.

A idéia inicial era fazer um livro com as principais capas, e eu não participei dessa primeira conversa. Barbara e a direção acharam por bem investir algo mais profundo, e a história do jornal sempre foi contada de forma fragmentada, sem muita preocupação científica.

Com a experiência obtida durante a Especialização em Teoria da Literatura e Literaturas de Língua Portuguesa, feita na UFMS, iniciei novas leituras sobre ética no jornalismo, os estudos feitos nessa área, a deontologia, o livro narrando a transformação da Folha de S. Paulo e entrevistas, para em maio de 2003 esboçar o projeto e definir os primeiros roteiros. Os horizontes foram, lentamente, se abrindo.

Foram três longos meses de aflição, surpresas, descobertas, indecisões, temores, consultas, reflexão e raciocínio e devo muito a meus professores, mestres e amigos. É uma pesquisa inédita em nível regional e concluída em curto espaço de tempo. Há mais de uma maneira de se contar uma história e eu tive que escolher o meu próprio caminho.

Não é um trabalho conclusivo, pois, a partir dele, há vários outros aspectos a serem pesquisados e discutidos. Mas o primeiro passo está dado.

O livro é dividido em quatro capítulos. No primeiro, há uma reflexão sobre a participação do Diário MS dentro da mídia regional, comparando-o a outros jornais. A história começa no segundo capítulo, contando o período dos três semanários embriões; o terceiro, narra o surgimento do Diário do Povo, e seu conteúdo foi subdividido nos principais fatos de cada ano, contando como esses fatos nacionais e internacionais foram abordados pelo jornal.

O quarto relata o nascimento do Diário MS e como tem sido o seu desempenho jornalístico e comercial dentro da indústria cultural. O livro não se limita às veredas douradenses, mas traz muitas informações sobre o exercício do jornalismo local e regional.
A primeira edição contém apenas dez exemplares em comemoração aos dez anos do jornal. Mas a segunda já está sendo organizada com maior número.
Boa leitura!

Luís Carlos Luciano

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LIVROS
LEGISLATIVO DE DOURADOS 1935 - 2006


O Legislativo, em qualquer parte do Mundo, é sinônimo de democracia, um Poder autônomo dentro da República. Além de exercitar seu papel de fazer as leis, ele fiscaliza as contas e as ações do Executivo.
Onde há o Poder Legislativo atuando livremente e vigorando é porque nesse local há democracia. O Parlamento é o local para se expor idéias, programas, enfim, transformar
muitas dessas idéias e programas em leis e fazer com que essas leis atuem em benefício do cidadão.
O Legislativo douradense passou por
momentos difíceis ao longo de sua história e esta publicação registra em parte essa trajetória de lutas.

No início eram os coronéis, depois veio o
Estado Novo que extinguiu o Parlamento, mas a Casa resistiu, se fortaleceu e hoje está plenamente sintonizada com os anseios da população e conectada com questões de natureza social, econômica e política seja noâmbito local como no regional e nacional.
Este livro, fruto de uma extensa pesquisa sobre os arquivos da Câmara, da Prefeitura e outras publicações sobre a história local, é uma humilde, mas determinada tentativa de resgatar um passado pouco conhecido e raramente estudado. Além disso, constitui-se em uma homenagem aos vereadores de ontem, de hoje, seus familiares e, igualmente, aos futuros legisladores douradenses.

 


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O TRABALHO LITERÁRIO DE NICANOR COELHO

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“A pesquisa fala da origem do autor, de suas peraltices, suas sombras, lampejos de emoção, cantos de liberdade, vontade de fazer do verbo um verdadeiro significado para a vida. Em dados momentos, este estudo apresenta mais dúvidas e perguntas do que respostas. Não podemos aspirar a todas as respostas quando se conversa com o vazio, com a imaginação e com a felicidade que se transforma e se molda como se fosse uma alquimia, surpreendendo quem deseja inquirir.

(LUCIANO, 2003, P.21)

Carlos Magno Mieres Amarilha
Historiador

 

Esboço de um retrato do poeta


Nicanor Souza Coelho, filho de Manoel Coelho e Josefa Souza Coelho, nasceu em 2 de outubro de 1968 em Fátima do Sul, cidade do interior de Mato Grosso do Sul, distante cerca de 250 km da capital, Campo Grande. O gosto pela poesia começou a ser despertado aos sete anos de idade, quando entrou para a Escola Rainha dos Apóstolos Vila Vicentina, comandada por padres palotinos, no distrito de Vicentina, município de Fátima do Sul, onde estudou até o terceiro ano primário.

O ambiente propício para as artes, a literatura, a filosofia e as reflexões influenciou seu futuro literário. Das infantis e ingênuas declamações em datas comemorativas durante o
período escolar, foi rascunhar seus primeiros escritos somente aos 19 anos. A família mudarase para Dourados quando Nicanor contava 8 anos, onde ele reside até hoje, cidade palco de sua atividade literária, distante 25 quilômetros de Fátima do Sul. A sua infância coincidiu com a popularização da televisão brasileira, período em que a família Coelho se reunia na sala para
assistir à programação, principalmente ao Jornal Nacional e à novela das oito.

O sr. Manoel tinha o costume de desligar a tevê depois da novela, quando todos se sentavam na varanda e ele contava histórias, cena que se repetiu até os 15 ou 16 anos de Nicanor Coelho. Mas o filho somente foi encontrar semelhanças naquelas histórias quando, mais tarde, conheceu a literatura de cordel e os clássicos literários. Apesar de o pai gostar de ler, nunca chegou a ter contato com as obras clássicas. Ele certamente ouviu as histórias de outras pessoas.

Aqueles momentos em família foram estimulantes para o jovem aspirante às artes literárias. Nicanor Coelho terminou o Ensino Fundamental na Escola Luterana Concórdia.

Freqüentou o Ensino Médio na Escola Alvorada e o Superior no Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), concluindo em 2001 o Curso de Letras (Licenciatura
Português/Literatura).

Antes da iniciação jornalística, foi office-boy e auxiliar de escritório no período de 1982 a 1984 na Construtora Rigotti Ltda; exerceu funções administrativas no Condomínio Edifício Adelina Rigotti entre 1985 e 1986 e na Cargill Agrícola S.A. em 1987.

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